Interventora sai, mas o golpe continua

No dia 8 de fevereiro de 2021 a Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD) foi surpreendida pela Portaria do Ministério da Educação (MEC) nº 64, de 5 de fevereiro de 2021, que substituiu a interventora da Instituição, professora Mirlene Ferreira Macedo Damázio, pelo professor Lino Sanabria, novo interventor. O Governo Bolsonaro insiste na ideia de ignorar a lista tríplice que elegeu como reitor Etienne Biasotto e Claudia Lima como vice-reitora.

A ADUFDourados, o SINTEF, a APG e o DCE repudiam a intervenção na UFGD e em outras instituições federais. Reafirmamos mais uma vez: reitor eleito é reitor empossado!

A gestão interventora foi marcada pela defesa de reingresso de alunos fraudadores das cotas raciais, esvaziamento das decisões coletivas e democráticas das instâncias deliberativas, autoritarismo, intervenção na direção da Faculdade de Educação, polícia na reitoria para coibir a participação da comunidade acadêmica, imposição do Regime Acadêmico Emergencial (RAE) e pelo total alinhamento com o Governo Bolsonaro.

No final do ano de 2020, o Tribunal Regional Federal da 3ª Região intimou a interventora Mirlene Damázio para enviar a lista tríplice para o MEC, mas o governo Bolsonaro, que demonstrou não ter apreço pela democracia, continua nomeando seus aliados para dirigir os institutos e as universidades federais. Sabemos também que grupos políticos locais se articulam com o governo para manter a intervenção e controlar a universidade de acordo com seus interesses.

A nomeação de Lino Sanabria aprofunda o golpe e reforça a intervenção na UFGD.

Continuaremos na luta pela democracia da UFGD e pelo fim da intervenção!

Fora interventores!

Em defesa da democracia e da autonomia da UFGD!

Dourados, 09 de fevereiro de 2021