MOÇÃO DE REPÚDIO AO FUTURE-SE

No último dia 27 de julho deste ano foi veiculada no jornal Midiamax matéria com o seguinte título “UFGD avalia aderir a programa federal que inclui OS na gestão de universidades” . O programa do governo em questão é o ainda obscuro FUTURE-SE, anunciado pelo Ministro da Educação em 17 de julho. Este programa pretende reestruturar toda a forma de gestão da Universidade Pública ferindo sua autonomia e colocando em risco a gratuidade do ensino, a carreira docente e desresponsabiliza o Estado no financiamento do Ensino Superior público no Brasil, como vimos com os cortes que vem sendo realizados pelo MEC.

Posteriormente ao lançamento do Programa o governo federal abriu uma consulta pública pela internet para que “contribuições” ao texto possam ser realizadas antes que ele seja enviado como Projeto de Lei ao Congresso Nacional. A própria reportagem do jornal destaca que “a universidade terá um período de 35 dias de consulta aberta à comunidade para receber apreciações”, cabe salientar que além do exíguo tempo de consulta, esse período compreende o recesso acadêmico de várias universidades, incluindo a UFGD.

Ressaltamos que o Future-se foi concebido sem o devido processo de consulta à comunidade acadêmica, gestores e especialistas em Ensino Superior e fere o projeto de educação defendido por esse Sindicato. Desse modo, o ANDES já expressou que qualquer consulta pública é ineficiente para corrigir os graves erros de método na construção desse Programa.

De outra sorte, a mesma matéria aponta que já estaria ocorrendo na UFGD “consulta a seu corpo docente e à população para saber se irá aderir ao programa Future-se”. Sabemos que isso não é verdade, pois esse debate ainda não está acontecendo em nossa Universidade, embora o texto jornalístico indique na fala da professora Mirlene Damázio “que profissionais estão lendo a proposta do programa e serão feitos fóruns de discussões envolvendo a população”. De imediato, questionamos a legitimidade de uma gestão interventora, que em tão pouco tempo na reitoria, se atribua um papel tão determinante que tende a transformar a existência da UFGD.

É ofensivo, embora nos pareça inerente, que um diminuto grupo antidemocráticos se julgue no papel de decidir os rumos da nossa Universidade. Moralmente essa gestão interventora não representa a comunidade universitária da UFGD, e por isso, repudiamos qualquer posição da Interventora com relação ao Future-se.

Pelo fim do decreto de intervenção nas universidades!
Por recursos públicos para a Educação pública!
Por uma Universidade com autonomia de gestão financeira!

ADUFDourados, 05 de agosto de 2019

Acesse a moção em pdf (clique aqui)